A década de 1950 trouxe a magia da TV para as salas de estar, mas foi o Teatrinho Trol, mais tarde renomeado para Grande Teatro Infantil Kibon, que transformou os domingos de inúmeras famílias em uma verdadeira viagem ao mundo da imaginação. Entre bruxas carismáticas, princesas encantadoras e cenários deslumbrantes, a produção marcou uma era e deixou um legado que ecoa até hoje.
A História por Trás do Teatrinho Trol
Estreia e Contexto Histórico
O programa nasceu em novembro de 1956 na TV Tupi, a primeira emissora de televisão do Brasil. Criado e dirigido por Fábio Sabag, o Teatrinho Trol foi pioneiro em adaptar peças de teatro infantil para o formato televisivo.
Na época, a tecnologia era limitada, mas a paixão pela arte superava qualquer barreira. As primeiras apresentações eram feitas ao vivo, e só mais tarde, com o advento do vídeo-taipe, tornou-se possível gravar os episódios, embora a edição ainda fosse um desafio.
Os Domingos Nunca Mais Foram os Mesmos
Pontualmente, às 13h50, as ruas das cidades brasileiras ficavam desertas. Era o momento mágico em que crianças e adultos se reuniam ao redor da TV para assistir ao programa, que permaneceu no ar até julho de 1966.
Em uma década, o Teatrinho Trol apresentou cerca de 400 peças, adaptando obras de autores renomados como Monteiro Lobato, Maria Clara Machado e Tatiana Belinky.

O Elenco Brilhante que Deu Vida à Fantasia
O sucesso do programa não seria possível sem o talento do elenco. Norma Blum e Roberto de Cleto eram os queridinhos, assumindo os papéis de princesa e príncipe em inúmeras histórias. Já a icônica bruxa, interpretada por Zilka Salaberry, tornou-se uma figura inesquecível, adorada por crianças que aguardavam ansiosamente suas aparições.
E havia espaço para participações especiais memoráveis: Fernanda Montenegro, antes de se tornar um ícone do teatro e do cinema, interpretou uma bruxa em “O Casaco Encantado”, peça de Lúcia Benedetti.
Cenários que Encantavam e Surpreendiam
Mesmo com recursos modestos, o Teatrinho Trol impressionava com sua cenografia criativa. Árvores, folhagens e maquetes cuidadosamente elaboradas recriavam florestas encantadas e palácios de contos de fadas. Os figurinos, assinados por Sorensen, transportavam o público para épocas e mundos distantes, enquanto efeitos especiais simples, como gelo seco e neve feita de sabão, davam o toque final de magia.
O Mascote que Conquistou Corações: Dom Trolino
Se havia um personagem que transcendia a tela, esse era Dom Trolino, o mascote do programa. Sem falar uma única palavra, o personagem, interpretado por Nair Amorim, comunicava-se apenas por mímica, encantando crianças e adultos com sua expressividade única.
Teatrinho Trol Além das Telas
O impacto do programa ia além dos televisores. Durante o Natal, o elenco saía às ruas para apresentações especiais em lugares como igrejas, hospitais e escolas. Essas ações solidárias reforçavam o papel do Teatrinho Trol como um símbolo de magia e generosidade na vida das pessoas.
A Transformação em Grande Teatro Infantil Kibon
Com o passar dos anos, o patrocínio do programa mudou, trazendo novas marcas como Kibon e Antártica. Ainda assim, o nome Teatrinho Trol permaneceu no coração das crianças.
O que começou como uma produção simples tornou-se um marco cultural, sendo lembrado não apenas pelas histórias encantadoras, mas também pela contribuição ao teatro brasileiro e à formação de talentos.
Por que o Teatrinho Trol Ainda Vive na Memória?
Há algo mágico na simplicidade. Em uma época em que a tecnologia não ditava o entretenimento, o que cativava o público era a habilidade de contar histórias de forma criativa e apaixonada.
A nostalgia pelo Teatrinho Trol reflete uma saudade de tempos mais ingênuos, onde a TV era um portal para mundos fantásticos e as ruas ficavam vazias porque a magia realmente valia a pena.
Curiosidades que Você Talvez Não Saiba
- Fernanda Montenegro iniciou sua carreira infantil no Teatrinho Trol.
- Zilka Salaberry, além de bruxa no programa, ficou famosa anos depois como Dona Benta em “Sítio do Picapau Amarelo”.
- O programa foi pioneiro em levar literatura brasileira às crianças por meio da televisão.
Conclusão
O Teatrinho Trol não foi apenas um programa de TV, mas um evento cultural que uniu famílias e inspirou gerações. Entre princesas, bruxas e florestas encantadas, ele provou que a magia do teatro pode transcender o palco e encontrar um lar no coração das pessoas.
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