A novela Guerra dos Sexos foi ao ar em 1983 pela Rede Globo e trouxe uma narrativa inovadora, divertida e, acima de tudo, inesquecível. Escrita por Sílvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando e Guel Arraes, essa comédia pastelão capturou a essência de uma época e se tornou um marco na história da teledramaturgia brasileira.
Com um elenco estelar liderado por Fernanda Montenegro e Paulo Autran, a novela é uma obra que mescla humor, conflitos familiares e disputas de poder, regadas a diálogos afiados e situações hilárias. Mas o que fez Guerra dos Sexos permanecer na memória coletiva por décadas? Vamos explorar!
O Enredo que Dividiu Opiniões e Uniu Gerações
A trama gira em torno dos primos Charlô (Fernanda Montenegro) e Otávio (Paulo Autran), que cresceram juntos, tiveram um romance fracassado na juventude e agora se veem obrigados a conviver graças a um testamento familiar. O desafio? Dividir a administração de uma rede de lojas de roupas, enfrentando um ao outro em uma batalha sem fim.
A aposta central da novela adiciona tensão e diversão: Charlô e sua equipe feminina têm 100 dias para aumentar os lucros da empresa. Caso contrário, Otávio se tornará o único proprietário. O enredo ainda é recheado de subtramas amorosas e cômicas que tornam impossível não se envolver.
Personagens que Roubaram a Cena
Além do embate entre Charlô e Otávio, outros personagens se destacaram com suas histórias e personalidades marcantes:
- Felipe (Tarcísio Meira): Aliado de Otávio, mas com uma veia cômica irresistível.
- Roberta (Glória Menezes): Uma viúva decidida, que quebra estereótipos ao lutar por amor e independência.
- Carolina (Lucélia Santos): Uma vilã ambiciosa que se envolve em intrigas para alcançar seus objetivos.
- Frô (Cristina Pereira): A funcionária de lanchonete que arrancou risadas com sua autoestima cômica e frases icônicas.

Comédia Pastelão: O Segredo do Sucesso
A novela revolucionou o gênero ao apostar em cenas escrachadas, como as antológicas disputas entre Charlô e Otávio, com direito a tortas na cara e apelidos como “Cumbuca” e “Bimbo”. A quebra da quarta parede, onde os personagens dialogavam diretamente com o público, também foi um diferencial que conquistou os telespectadores.
Censura e Polêmicas
Durante sua exibição, Guerra dos Sexos enfrentou a censura vigente na época. Cenas consideradas “imorais”, como o comportamento de Roberta e Vânia, foram alvo de cortes e ajustes. O autor Sílvio de Abreu teve que intervir várias vezes para negociar a manutenção de diálogos e situações essenciais à narrativa.
Legado na Teledramaturgia
Sílvio de Abreu considera Guerra dos Sexos um divisor de águas para as novelas do horário das 19h, estabelecendo um tom mais lúdico e leve, que influenciou produções futuras. Além disso, trouxe uma nova roupagem às comédias brasileiras, ampliando o público desse gênero.
Curiosidades que Você Precisa Saber
- Do teatro para a TV: Fernanda Montenegro e Paulo Autran eram ícones do teatro e emprestaram toda sua experiência cênica às cenas de pastelão.
- Internacionalização: A novela foi exportada para países como Espanha, Estados Unidos, Itália e Portugal, mostrando o apelo global do humor brasileiro.
- Audiência fiel: Mesmo após seu término, foi reapresentada em 1989 e conquistou novamente o público.
Por que Guerra dos Sexos Continua Atual?
Apesar de ambientada nos anos 80, a novela aborda temas atemporais, como rivalidades familiares, disputas de poder e empoderamento feminino. Em um mundo onde debates sobre igualdade de gênero estão mais presentes, o humor ácido e irônico da trama ainda encontra eco nas discussões atuais.
Conclusão
Relembrar Guerra dos Sexos é uma viagem nostálgica para quem viveu a década de 80 e uma descoberta fascinante para novas gerações. Com sua combinação única de humor, talento e inovação, a novela não apenas marcou época, mas também solidificou o gênero da comédia pastelão como um dos favoritos do público brasileiro.
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