Introdução
Ah, os anos 60… Uma época em que a televisão era a rainha do entretenimento doméstico, e séries como Hazel, a Empregada Maluca conquistavam corações e arrancavam risadas ao redor do mundo. Para quem teve o privilégio de acompanhar as trapalhadas de Hazel Burke, lembrar-se dessa empregada com um coração de ouro e uma língua afiada é reviver memórias cheias de calor e simplicidade. Mas por que Hazel se destacou tanto, e como ela chegou a se tornar um clássico que ainda ressoa décadas depois?
O Surgimento de Hazel na TV Americana
Hazel foi ao ar pela primeira vez em 28 de setembro de 1961, na NBC, adaptando as tirinhas de Ted Key publicadas na revista Saturday Evening Post. A série trazia a brilhante Shirley Booth no papel-título, que não apenas deu vida à personagem, mas também imprimiu uma humanidade única à empregada, ganhando três prêmios Emmy por sua atuação.
Nos anos 60, a televisão americana fervilhava com produções que mesclavam humor e crítica social. Hazel conseguiu equilibrar esses dois elementos ao explorar as dinâmicas familiares da classe média através de situações hilárias protagonizadas por Hazel e a família Baxter.
O Enredo que Conquistou a América
O cenário da série era simples: Hazel Burke trabalhava como empregada doméstica para George Baxter, um advogado controlador e metódico, sua esposa Dorothy, e o pequeno Harold. Apesar de George ser o chefe de Hazel, ela é quem verdadeiramente comandava a casa, com uma sagacidade irresistível e um talento inato para resolver os problemas mais complicados de forma inesperada.
Mudanças na Última Temporada
Na quinta e última temporada, o roteiro deu uma guinada significativa: Hazel passou a trabalhar para o irmão de George Baxter. Essa mudança foi consequência da transferência da família Baxter para o Oriente Médio, algo raro na época, mas que refletia uma tentativa dos roteiristas de renovar a trama. Apesar da tentativa, a série não conseguiu manter o mesmo nível de popularidade e encerrou suas transmissões em 5 de julho de 1966.

Hazel no Brasil: A Chegada à TVS
Enquanto nos EUA Hazel já era um clássico consolidado, no Brasil, ela encontrou sua audiência nos anos 70. A série foi transmitida pela TVS (hoje SBT), sendo um dos pilares da programação inicial da emissora de Silvio Santos. Com exibições diárias durante as tardes, a sitcom se tornou queridinha de muitas famílias brasileiras, encantando com seu humor despretensioso.
Cores ou Preto e Branco?
Uma curiosidade técnica sobre Hazel é que suas primeiras temporadas foram gravadas em preto e branco, somando 34 episódios. A partir de 1963, as gravações migraram para o colorido, totalizando 120 episódios nesse formato. Isso reflete a transição tecnológica da época, quando as cores começavam a dominar a televisão, marcando uma nova era de entretenimento.
Por Que Hazel Ainda é Relevante?
Mesmo décadas após seu término, Hazel continua a ressoar entre os fãs de séries clássicas. O motivo? Sua mistura única de humor e temas atemporais, como relacionamentos familiares, ética no trabalho e a capacidade de superar adversidades com graça e inteligência.
Além disso, a personalidade de Hazel, sempre pronta para enfrentar qualquer desafio com um sorriso no rosto e um comentário espirituoso, permanece inspiradora. Quem nunca desejou ter uma Hazel em sua vida, transformando o caos cotidiano em pura comédia?
Curiosidades Sobre Hazel
- Base em Tirinhas Famosas: Antes de ser uma série, Hazel já era uma personagem conhecida nas tirinhas de jornal, publicadas por mais de duas décadas no Saturday Evening Post.
- Prêmios de Shirley Booth: A intérprete de Hazel, Shirley Booth, ganhou três Emmys consecutivos, consolidando sua performance como uma das mais icônicas da época.
- Audiência de Ouro: Na sua primeira temporada na NBC, Hazel alcançou o 4º lugar de audiência, um feito impressionante para uma sitcom recém-lançada.
Hazel na Cultura Pop
Além da TV, a série inspirou diversas referências culturais ao longo das décadas, desde homenagens em outras sitcoms até o ressurgimento de seu estilo de humor em produções modernas. Hazel foi, de certa forma, precursora de empregadas que roubam a cena, como Fran de The Nanny ou Alice em The Brady Bunch.
O Legado de Hazel
Embora tenha sido encerrada há mais de 50 anos, Hazel, a Empregada Maluca é mais do que uma relíquia da TV clássica; é um testemunho de como boas histórias e personagens bem construídos podem resistir ao tempo. Hazel Burke, com seu humor afiado e coração generoso, continua a ser uma figura de conforto e nostalgia para muitos.
Conclusão
Revisitar Hazel, a Empregada Maluca é como abrir um álbum de fotografias antigas: cada episódio traz um sorriso e uma lembrança de tempos mais simples. Mais do que uma série de comédia, Hazel foi uma lição de humanidade, onde o humor e o amor sempre venciam no final. Que tal maratonar os episódios e reviver essa pérola da televisão?
O TEMPO PASSA, hein?
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