Uma joia esquecida da nossa televisão, Angelika marcou época ao levar magia e inocência às telas da TV Tupi em 1959. Uma produção feita ao vivo, que encantou as crianças e abriu espaço para a dramaturgia infantil no Brasil.
Nos anos 1950, a televisão brasileira ainda estava dando seus primeiros passos. Poucos imaginavam que aquele meio de comunicação se tornaria tão popular e transformaria a cultura do país. Nesse cenário, surgiu uma produção especial que conquistou os pequenos telespectadores: Angelika (1959), exibida pela TV Tupi.
Diferente das novelas tradicionais, que focavam em dramas adultos, Angelika era voltada exclusivamente para o público infantil, um verdadeiro marco para a teledramaturgia nacional.

Informações Gerais da Novela
| Informação | Detalhes |
|---|---|
| Emissora | TV Tupi |
| Ano de Produção | 1959 |
| Formato | Preto e Branco |
| Companhia Produtora | TV Tupi |
| Elenco Principal | Adriano Stuart, Regina Salles do Amaral, Hernê Lebon |
| Baseada em | Obra homônima do escritor alemão Hans Erich Seuberlich |
| Exibição | Ao vivo |
O Enredo de Angelika
Inspirada em uma obra do escritor alemão Hans Erich Seuberlich, a novela trazia elementos típicos dos contos de fadas. Ambientada em pequenas vilas alemãs, a história apresentava:
- Angelika, uma jovem protagonista cercada por aventuras;
- Cenários pintados, que recriavam vilas europeias com charme e simplicidade;
- Figurinos caprichados, reforçando o clima inocente e fantasioso da narrativa.
Apesar de sua exibição ao vivo e das limitações técnicas da época, a novela conseguia transportar crianças e famílias para um universo mágico.
Elenco e Produção
Elenco Principal
- Adriano Stuart
- Regina Salles do Amaral
- Hernê Lebon
Produção
- Direção e Produção: Júlio Gouvêa
- Companhia Produtora: TV Tupi
O Contexto da Época
Na década de 1950, as telenovelas infantis eram mais populares do que as adultas, ocupando o horário nobre das 20h.
Com Angelika, não foi diferente: as crianças brasileiras logo se encantaram e a novela se tornou programa obrigatório nas noites da TV Tupi.
Vale lembrar que, por ser transmitida ao vivo, não há registros em vídeo da produção. O que restou foram as lembranças e memórias de uma fase ingênua, porém muito importante, da nossa televisão.
Legado de Angelika
Mesmo sem registros gravados, Angelika (1959) deixou um impacto profundo:
- Foi uma das primeiras novelas infantis brasileiras;
- Influenciou futuras produções para crianças;
- Mostrou que a TV podia ser um espaço de imaginação e encantamento;
- É lembrada até hoje como parte da história cultural e televisiva do Brasil.
Curiosidades
- As crianças da época aguardavam ansiosas cada novo capítulo, tornando-se um hábito familiar assistir à novela.
- A produção trouxe um cuidado especial com os cenários pintados à mão, um detalhe raro na época.
- Apesar do sucesso, nenhum registro audiovisual foi preservado, algo comum na TV ao vivo da década de 1950.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre Angelika (1959)
1. Qual foi a importância da novela Angelika?
Foi uma das primeiras novelas infantis brasileiras, marcando a teledramaturgia voltada para crianças e ajudando a consolidar a TV como meio de entretenimento familiar.
2. Existe algum episódio gravado?
Infelizmente não. A produção era exibida ao vivo e não há registros preservados.
3. Quem foi o escritor da obra original?
Hans Erich Seuberlich, escritor alemão que inspirou a adaptação brasileira.
4. Quem estava no elenco?
Adriano Stuart, Regina Salles do Amaral e Hernê Lebon.
5. Onde foi exibida?
Na TV Tupi, em 1959, em preto e branco.
Conclusão
Angelika (1959) não foi apenas uma telenovela infantil. Foi um marco cultural e televisivo, que mostrou a força da TV na formação da infância brasileira. Mesmo sem registros gravados, permanece viva na memória de quem a acompanhou e nos livros que contam a história da televisão no país.
É uma lembrança de um tempo em que a imaginação era o principal recurso da dramaturgia.
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