Ah, os anos 90… A década onde o humor simples e o carisma inconfundível dos personagens dominavam a TV brasileira. Entre tantas pérolas televisivas, uma em especial marcou época: Ô, Coitado!, estrelada pela inesquecível Filomena, ou melhor, Filó, personagem da talentosa Gorete Milagres. Para quem viveu essa época, o bordão “Ô, Coitado!” ressoava em cada canto do país, gerando risadas e histórias que até hoje despertam saudades. Mas o que fez esse programa ser tão icônico? Vamos embarcar nessa viagem nostálgica e reviver os melhores momentos dessa preciosidade televisiva!
A Ascensão de Filó e o Carisma Inconfundível
Filó não surgiu do nada. A personagem ganhou vida no programa A Praça é Nossa, onde, com sua ingenuidade interiorana e sotaque mineiro carregado, rapidamente conquistou o público. Era apenas uma questão de tempo até que ela ganhasse seu próprio show. Foi em 1999, no auge do humor televisivo, que Ô, Coitado! entrou no ar, trazendo Filó como protagonista e seu inseparável bordão, “Ô, coitado!” repetido em situações hilárias e absurdas.
No programa, Filomena trabalhava como empregada doméstica para o cantor decadente Steve Formoso, interpretado por Moacyr Franco, que, além de ser uma verdadeira lenda do humor brasileiro, trazia uma dinâmica divertida para a dupla. Filó, com seu coração de ouro, vivia tentando ajudar Steve a escapar de seus incontáveis problemas, que iam desde credores furiosos até situações hilariantes com os outros moradores da casa.
As Aventuras de Filó e Sua Galinha: Pura Comédia!
É impossível falar de Ô, Coitado! sem mencionar a inseparável companheira de Filó: sua galinha. A parceria entre a empregada mineira e sua amiga emplumada era um dos pontos altos do programa, e rendia cenas de puro humor absurdo. Quem se lembra da galinha e de Juju, o carteiro que vivia aparecendo para entregar notícias indesejadas ou se meter em confusões?
O humor do programa girava em torno de situações do cotidiano elevadas ao absurdo. Filó, sempre com sua honestidade ingênua, se metia em problemas com credores, patrões e até com seus próprios colegas de trabalho. Cada episódio era uma nova aventura, com piadas leves e muitas situações engraçadas.

Mudanças no Programa e o Declínio: Por Que Não Funcionou?
Depois de um ano de sucesso, o programa começou a sofrer mudanças drásticas que acabaram levando ao seu fim. Tudo começou com desentendimentos entre a atriz Gorete Milagres e o diretor Guto Franco, filho de Moacyr Franco. Como resultado, Moacyr e Guto deixaram o programa, e isso gerou uma reformulação completa no enredo.
Steve Formoso, o patrão de Filó, simplesmente fugiu, deixando a pobre empregada sozinha para lidar com a confusão. A casa do cantor foi vendida e transformada em dois restaurantes, um de comida mineira e outro de comida francesa. Se isso já não fosse suficiente, o programa passou a acompanhar Filó em seu novo trabalho como empregada de uma família com filhos, e ainda tentou introduzir novos personagens, como Curió, o porteiro paquerador, e Coelho, o síndico vilão.
Por mais que as tentativas fossem feitas para manter a fórmula fresca, a verdade é que o charme original se perdeu. O programa descaracterizou Filó, e a audiência sentiu isso. As tentativas de diversificar os personagens e cenários não foram suficientes para manter o público cativado, e, em pouco tempo, o bordão “Ô, Coitado!” também perdeu sua força.
Filó: Um Bordão que Virou Cultura Popular
Apesar do declínio do programa, não dá para negar o impacto cultural que Filó e seu famoso bordão deixaram. Quem viveu os anos 90 certamente se lembra de repetir “Ô, coitado!” nas mais diversas situações. O carisma da personagem, aliado ao talento de Gorete Milagres, fez de Filomena uma figura amada nas casas brasileiras, e o humor leve e despretensioso do programa foi um alívio em tempos mais simples.
Por mais que Ô, Coitado! tenha se despedido da TV em 2000, a lembrança de Filó e suas peripécias continua viva. Afinal, quem não sente falta de um bom humor inocente, sem malícia, que só a TV dos anos 90 sabia proporcionar? A personagem pode não estar mais na tela, mas seu legado de humor simples e suas trapalhadas continuam sendo lembrados com carinho.
Conclusão: Ô, Coitado! e o Legado de Filó
Ô, Coitado! foi um programa que marcou uma geração, trazendo humor leve e personagens carismáticos para os lares brasileiros. Mesmo com sua curta duração e o fim prematuro devido a mudanças de enredo, a figura de Filomena e seu bordão icônico continuam na memória dos fãs de humor nostálgico. A simplicidade da personagem e o apelo universal do riso proporcionado por suas aventuras são lembranças que permanecem vivas até hoje.
Se você, assim como muitos, sente saudades de uma época em que o humor era puro e ingênuo, é hora de relembrar Filó e suas confusões. Quem sabe, ao final deste artigo, você até solte um “Ô, Coitado!” com saudades desses tempos gloriosos da TV brasileira.
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